Horizonte Distante

  • sexta-feira, 25 de junho de 2010
  • Posted by Herminio Neves de Jesus

Quando o horizonte se torna muito distante, não percebemos, que na verdade estamos nos fechando, pro mundo. Trancamos as portas do nosso ser e não permitimos opiniões que nos testam, e nos fazem ver além do nosso perceber. Nossos pensamentos vão além de tudo, viajam em nossas imaginções férteis e mesmo assim, nos perdemos diante de nós mesmo. Nos encontros e despedidas deichamos de ver e entender a rasão do existir, olhamos pra dentro de nós e pronto. Nos encontros encontramos a rasão de ser, de existirmos, nas despedidas sabemos o que somos e o que temos. Temos muito e somos muito.
Quando sonhamos, parte de nós gostaria de manter o sonho, parte não. No mundo em que vivemos, olhares disem mais que palavras ditas, o som da voz, se torna absoleto. Mas no meu mundo, olhares e vozes me ferem como faca, cortando sem parar. Meus horizontes se tornam distantes, meu mundo diminue, e eu fico preso.
Meus olhos se enchem de lágrimas, minha boca salivada,não tem voz, mas ignoro meu sofrimento quando vejo o nascer do sol. Seus raios penetram minha pele, me aquecem, me fazem sentir meu corpo por inteiro, levanto caminho, busco padrões, não os encontro, me fazem olhar pra tráz. Vejo minhas frustrações me limitando, tolhendo meu sentir. Com o por do sol, me fecho, me guardo e de novo choro. Nem mesmo a luz da lua consegue me alegrar, meus olhos se encerram, meu corpo, meu corpo não se move. No meu mundo o sol se põe mais cedo.
Prefiro sonhar, quero sonhar e ...



um abraço,


Herminio Neves.

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